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23 de ago. de 2012

Eu/Meu.



Tropecei, esbarrei, perdi o equilíbrio. Falei até mesmo sobre o brilho da lua e quase sem querer deixei escapar que nem a lua consegue superar o brilho seu.
Esse fascínio é inevitável. Tudo em você me faz pensar em como gosto do pouco que vejo, em como eu gostaria de te ter mais tempo sob os meus olhos.
Se sua ausência me domina durante os dias, nas noites sua presença me preenche, nos sonhos o seu eu se faz meu.
Desperto, acordo, ainda embriagada no sono, é você quem eu procuro na cama. Só encontro o travesseiro, então seu cheiro me invade, e meu corpo pede o calor do seu.
Não é você ali, é a saudade. É a vontade do que não se tem. O que se quer domina, instiga, e mastiga o meu ser.
Pensar em você é flutuar nas nuvens da minha imaginação, é sonhar acordada. É desejar o universo da sua existência.
É te ver assim, de mansinho, mesmo quando você não está por perto. Seu rosto não sai da minha mente, e a vontade de te ver é tanta que a cada respirar eu busco te encontrar.
E se aqui não está, prefiro deixar esse mundo e voltar a sonhar. Voltar aonde tudo é possível.

Rabiscos e Rascunhos



Tão além do que me falta, cerca, completa. Apenas o desejo, aqui e agora.
Espero como se fosse a última coisa que eu pudesse pedir. Imploro, suplico, replico, e ainda sim só gostaria de me entregar, cair em seus braços e esperar você me segurar, entrelaçar meus dedos nos seus e não mais soltar.
Talvez você esteja apenas aqui, dentro de mim, perdido em meio aos meus devaneios,
Que seja apenas o delírio de algo platônico, ou não. O surreal pode ser realizado nesse meu mundo de sonhos e perseguições.
Nesse mundo aonde o céu é cinza, aonde os anjos confrontam com meus demônios internos.
O que se sonha pode não passar de um pesadelo, de algo imutável, se assim o quer.
Eu entendo cada vírgula do seu traço, como um verso torto que pronúncio aleatoriamente ao te ver, como quando tento fazer você me notar. Vejo cada medo seu nas linhas, cores e formas que aqui se apresentam.
Cada conflito interno existente em você, aqui exposto, em mim. Apenas te vejo e tento imaginar o que seria de mim sem você para decifrar.
Gosto de te olhar distante, e me perguntar no que você está pensando, se eu passo pela sua cabeça assim como você não tem saído da minha.
E em cada olhar, mesmo aqueles de lado, imperceptíveis até seus olhos encontrarem os meus, até eu desviar a atenção, e fingir ajeitar o cabelo. Em cada olhar que eu gostaria que confrontasse o meu, eu me perco.
A única coisa que tenho feito ultimamente é me perder. Na verdade eu só quero é ser encontrada.
Não estou tão distante assim, só estou um pouco escondida, atrás da sua sombra, esperando um passo em falso para aparecer.
E em todo o cinza do meu mundo, sei que o seu olhar castanho pode me iluminar, e que não importa o tamanho das minhas loucuras, toda ela pode ser feita por amor.
Sei que meus demônios podem ser derrotados por seu sorriso, e que meus fantasmas permanecerão esquecidos enquanto você estiver aqui, ao meu lado.
Estou tão perto de você, e ainda sim fico imaginando quantas milhas mais você ainda terá que percorrer para chegar até mim.